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DICAS

26/3/2010 15:25:23
Ligth ou Diet ?
Se, até hoje, você escolheu os produtos no supermercado apenas pelas calorias indicadas nos rótulos, comece a repensar. Saiba que a composição dos alimentos vai muito além da quantidade calórica: eles devem ser selecionados levando em consideração a saúde como um todo.

“A importância de ler os rótulos dos produtos é saber o que realmente está sendo consumido, os nutrientes e ingredientes presentes na composição como, por exemplo, fibras, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais”, explica Daniela Jobst, nutricionista funcional.

Pessoas com intolerâncias, restrições (como o glúten) ou mesmo alergias alimentares (a corantes, por exemplo), precisam checar sempre os ingredientes e as observações nos rótulos.

“Certos alimentos podem ter leite na composição, o que impede intolerantes à lactose de consumi-los.

Essa informação deve aparecer na lista de ingredientes, que geralmente fica logo abaixo da tabela nutricional”, alerta Daniela.

Afinal, o que mostram os rótulos?
O rótulo de um alimento deve indicar, entre outros, os ingredientes, validade, lote, origem (como fabricante/ procedência), peso líquido e a tabela nutricional.

As informações aparecem assim:
• Porção: quantidade por porção em medidas caseiras, como cinco unidades (de biscoitos, por exemplo) ou 200 ml (de bebidas, mesmo que a embalagem contenha 1 litro). Não precisa indicar o número total de porções daquela embalagem;

• Valor energético: são as calorias. A quantidade diária de referência para uma dieta com valor energético equivalente a 2.000 kcal ou 8400 kj - quilo joules (medida internacional de energia), baseado na média diária de consumo energético para um indivíduo do sexo masculino, sedentário, de 70 kg e 1,70m de altura. É apenas uma referência, pois cada pessoa apresenta necessidades diferenciadas;

• Carboidratos: são os açúcares, principal fonte energética do organismo;

• Proteínas: componentes que auxiliam na formação de células, órgãos e tecidos;

• Gorduras totais: inclui os valores da gordura saturada (de origem animal, relacionada a um elevado risco de doenças cardiovasculares); gordura trans (processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida, encontrada em alimentos como margarinas, cremes vegetais, biscoitos recheados e sorvetes);

• Fibra alimentar: que ajuda no bom funcionamento do intestino e proporciona sensação de saciedade;

• Vitaminas e minerais, como: ferro, sódio, magnésio, fósforo, vitamina B1, ácido fólico etc.


A CONFUSÃO ENTRE O LIGHT e DIET
As denominações light e diet ainda embananam muito na hora da compra.

“O mercado e a indústria confundem e o consumidor não sabe diferenciar”, aponta Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hcor.

Mas, é preciso esclarecer:
• Diet: termo exclusivo para alimentos com restrição total de um determinado ingrediente. Um exemplo é a eliminação do açúcar em produtos para diabéticos (como o refrigerante) ou do sódio para pessoas hipertensas. Geralmente, é associado a um baixo valor calórico, o que contribuiria com a perda de peso. Esse conceito não é correto. O alimento pode até não conter açúcar (no lugar encontra-se adoçantes), mas apresentar grande quantidade de gorduras (como o chocolate diet);

• Light: são produtos que apresentam uma redução de, no mínimo, 25% em determinado nutriente, quando comparado ao produto convencional, o que proporciona redução de calorias, como no sorvete, na margarina, nos sucos, entre outros.

Ingredientes do alimento influenciam na saúde

“A idéia de ler os rótulos é entender o que acontece com organismo quando se consomem determinados alimentos e nutrientes, a fim de controlar a saúde”, diz Daniela. De acordo com a nutricionista, é importante procurar ajuda médica para saber quais produtos podem ou não ser consumidos, baseado na condição de saúde de cada um.

Quem é hipertenso, por exemplo, precisa observar a quantidade de sódio (presente no sal de cozinha, por exemplo) dos alimentos, já que o excesso do mineral por elevar a pressão arterial.

Já o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode aumentar o colesterol “ruim”, o LDL, aumentando os riscos de doenças cardíacas. Segundo a nutricionista, o consumo de gordura trans não deve ultrapassar 1% ao dia.

Magnoni alerta que é preciso ficar atento, também, às observações do rótulo que indicam produtos enriquecidos com cálcio e ferro, entre outros. Isto deve estar claro na tabela nutricional.
Daniel Magnoni - Cardiologista e Nutrólogo do HCOR
Daniela Jobst - Nutricionista Funcional 
FONTE:  www.unilever.com.br
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