| 6/10/2009 22:55:08 |
| Dieta e Exercício = Menor Risco de Alzheimer |
Pessoas mais velhas que se exercitam parecem ter menos risco de desenvolver mal de Alzheimer, assim como aquelas adeptas da dieta do Mediterrâneo.
Agora, um novo estudo descobriu que os efeitos desses dois comportamentos são independentes um do outro - e, juntos, somam mais.
O estudo da Columbia University acompanhou um grupo de 1.880 nova-iorquinos septuagenários, avaliando suas dietas e níveis de atividade física, examinando-os periodicamente para o mal de Alzheimer.
Depois de uma média de cinco anos, 282 casos de Alzheimer foram diagnosticados.
Os que seguiram as dietas mais saudáveis tiveram 40% menos probabilidade de desenvolver a doença, em comparação aos que se alimentavam mal.
Os que praticaram mais exercícios tiveram 37% menos probabilidade de desenvolver a doença do que os sedentários.
Os maiores benefícios ocorreram nas pessoas com alimentação saudável que praticaram exercícios.
Os participantes com melhores resultados em relação à dieta e aos exercícios tiveram 59% menos chances de receber um diagnóstico de Alzheimer, em relação às pessoas com os piores resultados.
"É um efeito mais amplo, pois cada um desses comportamentos é independente, e cada um contribui com algo único", disse Dr. Nikolaos Scarmeas, professor associado de neurologia da Columbia University Medical Center e principal autor do artigo, publicado no The Journal of the American Medical Association.
Além dos riscos de doenças cardíacas, a obesidade também aumenta as chances de desenvolver mal de Alzheimer, de acordo com um estudo de duas universidades sobre o problema, que afeta a comunidade latina.
A revista especializada "Human Brain Mapping" publica os resultados da pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) e da Universidade de Pittsburgh, que descobriu que as pessoas obesas de idade avançada tinham em média 8% menos tecido cerebral que as com peso normal.
Da mesma forma, os adultos mais velhos e com sobrepeso tiveram 4% menos tecido cerebral que os com um peso adequado.
"Isso é uma grande perda de tecido, que diminui as reservas cognoscitivas pondo (os afetados) em um risco muito maior de (contrair) Alzheimer e outras doenças que atacam o cérebro", afirmou Paul Thompson, professor de neurologia da UCLA e diretor do estudo.
Cerca de 70% dos latinos adultos da Califórnia apresentaram sobrepeso ou eram obesos em 2005, segundo dados do Departamento Estadual de Serviços de Saúde, o que, de acordo com a pesquisa de UCLA-Pittsburgh, os deixa com maior risco de sofrer demência senil.
O estudo utilizou imagens cerebrais de uma pesquisa anterior e selecionou testes de 94 idosos dentre 70 e 80 anos que eram saudáveis cinco anos após terem sido feitas as imagens do cérebro.
Para determinar a obesidade ou o sobrepeso foi utilizado o Índice de Massa Corporal (IMC) - que calcula a gordura corporal pela relação entre peso e altura - e aponta com peso normal as pessoas entre 18,5 e 25.
As pessoas com IMC entre 25 e 30 são qualificadas com acima do peso, enquanto as que apresentam mais de 30 IMC são consideradas obesas.
Ao analisar tanto a "matéria cinza" como a "matéria branca" refletidas nas imagens cerebrais, os cientistas observaram que as pessoas obesas tinham menos tecido cerebral nos lóbulos frontais frontal e temporal, áreas do cérebro essenciais para o planejamento e a memória.
Elas apresentavam menos massa na parte anterior da circunvolução cingulada, área da parte média do cérebro -conhecida comumente como cíngulo - ligada à funções de atenção e execução.
As imagens também mostravam alterações no hipocampo - situado no lóbulo temporal e relacionado com a memória a longo prazo - e os gânglios basais, que se relacionam com a função do movimento. |
Fonte: The New York Times |
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