| 19/10/2009 06:53:45 |
| ATIVIDADE FÍSICA E AUTONOMIA DE IDOSOS |
Sedentarismo e 3ª idade, pelo menos do ponto de vista fisiológico, podem ser encarados como sinônimos.
Explico: - No momento que uma pessoa idosa, passa a praticar uma atividade física orientada, suas variáveis fisiológicas melhoram tanto que só podemos compará-las com indivíduos dez ou até vinte anos mais jovens, apresentando assim uma idade fisiológica defasada da sua idade cronológica.
Essas pessoas parecem não envelhecer, pois desaceleram o processo mantendo-se sempre mais jovens. A idade real(cronológica) avança e a fisiológica estaciona. Não atingem nunca a 3ª idade.
Assim sendo, é correto afirmar, que quanto antes iniciar uma atividade física mais distante ficaremos da 3º idade recuperando na velhice os anos perdidos de inatividade física.
Pessoas idosas podem e devem realizar atividade física desde que sejam respeitadas às suas peculariedades e, dentre as modalidades de exercícios físicos indicados, está à corrida.
Claro que não estamos nos referindo aqui à corrida de velocidade. Esta modalidade deve ser praticada por pessoas mais jovens. A corrida com idosos é realizada através de trotes com aumento progressivo de intensidade que resultarão em um coração mais forte, pulmões mais ventilados, músculos esqueléticos, principalmente das pernas, com aumento de até 100% da sua força máxima tornando esta musculatura um importante aliado do coração, poupando-lhe esforça para a manutenção da grande circulação sanguínea.
A partir disso, a sensação de bem estar, o ganho de força muscular, agilidade, equilíbrio e a flexibilidade garantem para os mais velhos um aumento de sua capacidade funcional proporcionando desta forma maior segurança e autonomia.
As doenças crônico-degenerativas como diabetes e hipertensão, podem ser evitadas. A sarcopenia (perda de massa muscular) pode ser amenizada.
Com estes benefícios a independência passa a ser natural e o número de quedas reduzido dando maior segurança nas atividades diárias como, por exemplo, subir uma escada.
Além disso, correr é um importante aliado para evitar a osteoporose, pois o impacto e a tração osteo-muscular que a corrida provoca colaboram para a manutenção de ossos mais saudáveis. Isto sem falar nos benefícios psico-sociais e na melhora da auto-estima que nesta faixa etária muitas vezes está há anos esquecida.
É importante sempre procurar um médico cardiologista e um ortopedista, de preferência que tenham experiência em medicina esportiva, antes de iniciar um programa de corrida e atividade física. As orientações destes profissionais são de suma importância para o sucesso do treinamento, pois o cardiologista cuidará do “motor” e o ortopedista da “lataria”.
Depois disso é só procurar um profissional habilitado e especializado - um educador físico - que possa desenvolver com habilidade todas as capacidades físicas comentadas acima. Sendo assim a receita está pronta e o “bolo” certamente irá crescer. |
Professor Paulo Lima – CREF: 036217 Especializado em reabilitação e prevenção de cardiopatias. Especializado em atividades físicas em idosos pela USP.
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